Este workshop propõe uma imersão no universo da lapidação contemporânea, compreendida não apenas como técnica de transformação da gema, mas como campo de pesquisa, linguagem artística e construção autoral. Em duas aulas, será introduzido processos técnicos tradicionais e experimentais para conduzir o participante por um percurso onde a relação entre criação, ferramenta e matéria se torna central no processo.
Duração total: 8 horas
Formato: 2 encontros presenciais de 4 horas
Horário: sábados, das 10h às 14h
O workshop é destinado a joalheiros, artistas, designers, estudantes e pessoas interessadas em lapidação e joalheria contemporânea que desejam ampliar seu repertório técnico e experimentar outras formas de relação com a pedra.
A proposta acolhe tanto participantes que já possuem contato com processos de joalheria quanto aqueles interessados em compreender a lapidação a partir de uma perspectiva experimental, aproximando matéria, gesto, técnica e criação.
Introduzir os participantes aos fundamentos da lapidação contemporânea, combinando conhecimento técnico, leitura das características da pedra e experimentação prática.
Ao longo dos dois encontros, cada participante será estimulado a observar as particularidades do material e compreender como corte, forma, textura, superfície e luz podem ser utilizados como elementos de construção de uma linguagem própria.
Mais do que partir de uma forma previamente determinada e obrigar a pedra a se adaptar a ela, a vivência propõe aprender a ler a matéria e criar a partir do que ela apresenta.
Duração: 4 horas
O primeiro encontro é dedicado à aproximação com a pedra e aos princípios fundamentais da lapidação. Antes de transformar a matéria, o participante é convidado a observá-la: entender sua estrutura, suas particularidades e as possibilidades que já existem em sua forma.
Breve contextualização da lapidação dentro da joalheria contemporânea e apresentação das diferenças entre uma abordagem tradicional e uma prática mais livre e experimental.
Discussão sobre a pedra não apenas como elemento ornamental, mas como matéria de investigação e criação.
Introdução aos princípios gemológicos essenciais para a lapidação:
Os participantes serão estimulados a observar cada pedra individualmente e compreender como suas características podem orientar decisões de corte e forma.
Apresentação da estrutura de lapidação e dos principais equipamentos e ferramentas utilizados durante o workshop.
Serão abordados:
Cada participante inicia uma experimentação em pedra, trabalhando a partir das características do próprio material.
O exercício investiga:
A proposta é compreender, na prática, como cada gesto realizado sobre a pedra interfere em sua forma, superfície e relação com a luz.
Duração: 4 horas
O segundo encontro aprofunda a prática iniciada na primeira aula e direciona o participante para a construção de uma lapidação experimental própria.
Introdução à relação entre lapidação e comportamento da luz.
Serão apresentados princípios de:
A proposta não é reproduzir necessariamente modelos clássicos de lapidação, mas compreender seus princípios para que possam ser utilizados, transformados ou desconstruídos.
A partir dos conhecimentos adquiridos, os participantes serão convidados a experimentar diferentes possibilidades de intervenção sobre a pedra.
O exercício poderá explorar:
O erro, o acaso e o desvio são compreendidos como partes possíveis do processo e como caminhos para descobertas formais.
Cada participante dará continuidade à sua peça com acompanhamento individual, tomando decisões de acordo com as respostas apresentadas pelo material durante o processo.
A orientação considera tanto aspectos técnicos quanto as escolhas formais de cada participante.
Na etapa final, serão trabalhados procedimentos de acabamento e polimento, observando como diferentes tratamentos modificam a percepção da pedra.
O workshop termina com uma conversa coletiva sobre os processos desenvolvidos, as escolhas realizadas e os possíveis desdobramentos de cada experimentação dentro da joalheria contemporânea.
O workshop articula introduções teóricas, demonstrações técnicas, exercícios práticos orientados, experimentação individual e acompanhamento próximo da professora.
A prática ocupa a maior parte dos dois encontros. Os conteúdos técnicos são apresentados a partir das necessidades do próprio processo, permitindo que os participantes compreendam as ferramentas enquanto trabalham diretamente com a matéria.
A experimentação é entendida como parte fundamental do aprendizado: observar, testar, desgastar, modificar, reconsiderar e descobrir possibilidades durante o fazer.
Os materiais necessários para a realização dos exercícios durante o workshop estão inclusos.
O Núcleo disponibiliza as pedras e materiais destinados às experimentações, além dos equipamentos, ferramentas, abrasivos e estrutura de lapidação necessários para o desenvolvimento das atividades.
Cada participante contará com acompanhamento para utilização dos equipamentos e desenvolvimento de sua peça durante os dois encontros.
Não é necessário possuir ferramentas próprias para participar.
Ao final das 8 horas, espera-se que o participante tenha adquirido uma compreensão introdutória dos fundamentos técnicos da lapidação, desenvolvido maior autonomia na leitura e transformação da pedra e experimentado diferentes relações entre matéria, gesto, superfície, forma e luz.
Cada participante concluirá a vivência com uma experimentação autoral em lapidação, além de repertório técnico e criativo que poderá ser aprofundado posteriormente em sua prática artística, de design ou de joalheria contemporânea.
Fabrinni Morais é designer de joias e lapidador com mais de 10 anos de experiência no universo das gemas. Graduado pela Universidade Federal de Campina Grande (PB), descobriu sua vocação para a joalheria contemporânea durante a graduação em Design de Produto.
Desde então, mergulhou nas possibilidades criativas desse universo, com foco especial no domínio da lapidação manual de gemas — uma habilidade rara nos dias de hoje.
Após a dedicação ao estudo da lapidação, aprofundou-se na ourivesaria e fundou a Esmo, marca autoral que conduz há cinco anos, onde expressa sua visão artística contemporânea unindo estética, simbolismo e conexão com as gemas naturais.
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